A importância da educação para a segurança e saúde no trabalho

Acidentes e doenças do trabalho fazem parte de uma triste e preocupante realidade nos ambientes de trabalho no mundo inteiro.

Dados da Organização Internacional do Trabalho aponta que a cada 15 segundos um trabalhador morre por acidente de trabalho e que mais de 350 milhões de trabalhadores se afastam de seus trabalhos por adoecimentos, por várias enfermidades.

Riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, entre outros estão presentes diariamente na vida do trabalhador em seus locais de trabalho.

E mesmo reconhecendo as suas causas, pois já há estudos suficientes sobre causalidades dos acidentes e doenças relacionados ao trabalho, o que vemos é um aumento constante de enfermidades ocorrendo a cada ano.

Então podemos perguntar, por que esse quadro não se altera para melhor?

As respostas são muitas, e podemos dizer que grande parte passa por uma mudança de conduta e postura preventivas por parte das empresas e dos trabalhadores.

Não seriam necessários muitos argumentos para nos conscientizarmos sobre quantas mortes poderiam ser evitadas se tivesse havido maiores cuidados baseados em prevenção, respeitos às normas de segurança e um ambiente de trabalho digno.

A precariedade da aplicação das normas de segurança, respeito à aplicação de leis para condições de trabalho seguro, uso adequado de EPIs (Equipamento de Proteção Individual), enfim, tudo pode ou não colaborar com a segurança.

Obedecer às regras de segurança e cuidados nas atividades diárias de trabalho também pode prevenir acidentes.

A negligência relacionada ao uso correto dos equipamentos de proteção ou mesmo o desuso destes, certamente elevam muito os riscos à saúde e a segurança do trabalhador, pois são essenciais para uma boa gestão da segurança no trabalho.

É bom lembrar que o EPI é um dispositivo de segurança para uso individual, usado como medida temporária, até que possam ser usadas técnicas de controle de risco mais eficazes; e ainda que muitos trabalhadores não gostem de usá-los por alegar incômodo, seu uso é necessário e obrigatório.

Dito isso, é importante também notarmos que educação e fiscalização concorrem positivamente para a melhora e consequentemente a diminuição dos quadros de acidentes e doenças do trabalho.

A educação é parte fundamental para o treinamento dos trabalhadores e sua conscientização como agente transformador no ambiente do trabalho e na vida social.

A educação possibilita a atualização dos conhecimentos, a melhoria de competências técnica, científica e atitudinal na execução das atividades profissionais, potencializando o desempenho individual e coletivo, bem como promovendo o desenvolvimento humano, profissional e institucional.

Essas metas podem ser alcançadas por meio da participação dos servidores em ações que lhes ofereçam o conteúdo necessário à realização das atividades voltadas para a consecução dos objetivos e metas institucionais.

Cursos de capacitação profissional, atualização de normas de segurança, gestão de riscos, entre outros ajudam a preparar o trabalhador para os desafios diários do ambiente de trabalho, especialmente no momento em que as novas tecnologias impõem e exigem dos profissionais novos conhecimentos, e, portanto, novas habilidades e competências para lidar com essas exigências.

Existem as capacitações que são obrigatórias e as que ajudam no quesito educação para conscientização.

Em ambos os casos, é fundamental que todo o aprendizado seja colocado em prática pelo trabalhador.

Capacitar o trabalhador significa reduzir os riscos à sua segurança e saúde, fortalecer a segurança dos processos internos do ambiente de trabalho, prevenir e minimizar impactos ambientais de projetos, processos e produtos, prevenir, monitorar e controlar os impactos de atividades sobre o ambiente de trabalho.

Enfim, devemos considerar os requisitos de SST nos ambientes de trabalho para fortalecer a cultura de boas práticas de prevenção.

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